CG | Chico Gaspar

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Este artigo foi escrito em
17 set 2013, e posto na categoria: Literatura & Filosofia.

Sociólogo Fernando Henrique Cardoso toma posse na cadeira 36 da ABL

23O sociólogo Fernando Henrique Cardoso tomou posse na Cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras, no dia 10 de setembro, no Salão Nobre do Petit Trianon. Ele foi eleito na sucessão do Acadêmico e jornalista João de Scantimburgo, no dia 27 de junho deste ano.

O novo Acadêmico foi recebido pelo Acadêmico Celso Lafer, que falou logo após a Presidente da Casa, Acadêmica Ana Maria Machado, ter declarado Fernando Henrique Cardoso empossado na Cadeira 36. A aposição do colar foi feita pela Acadêmica Nélida Piñon. A seguir, recebeu a espada das mãos do decano da ABL, Acadêmico Eduardo Portella. A entrega do diploma coube ao Acadêmico José Murilo de Carvalho.

A cadeira número 36 tem como fundador o poeta, professor e jornalista Afonso Celso, que escolheu como patrono o poeta Teófilo Dias, sobrinho do também poeta Gonçalves Dias. Os demais ocupantes foram: o médico e escritor Clementino Fraga, o cientista e ensaísta Paulo Carneiro, o diplomata, filósofo e sociólogo José Guilherme Merquior e o jornalista João de Scantimburgo.

No começo de seu discurso, o novo Acadêmico disse de sua satisfação em fazer parte da ABL: “Ao passar os diplomas de uns a outros, seus membros mostram a continuidade do respeito à Cultura e às realizações que constroem a história do país. Como não sentir a emoção que este ato provoca?”, perguntou. Mais à frente, enalteceu seus antecessores na Cadeira 36. Antes de terminar, disse que o momento não é de simples “pregação democrática”.

“Não se trata só de “ensinar”, mas de “aprender” Não estamos diante de uma elite que sabe e de um povo que desconhece. O momento é de respeito à pluralidade das identidades culturais e de reconstrução das instituições para que elas captem e representem o sentimento e os novos interesses da população. Só assim poderemos manter acesa a chama da liberdade, do respeito à representação e da autoridade legítima e evitar que formas abertas ou disfarçadas de autoritarismo e violência ocupem a cena”.

Entre as autoridades e pessoas de destaque na vida cultural brasileira, estiveram presentes o Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves; o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o Senador Aécio Neves, os Ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Melo; e personalidades representativas da sociedade carioca e paulista.

 

O novo Acadêmico

Fernando Henrique Cardoso foi Presidente da República em dois mandatos sucessivos (1995-1998 e 1999 – 2002). Doutor em Sociologia e Professor Emérito da Universidade de São Paulo, a obra de Cardoso abrange os campos da sociologia, ciência política, economia e relações internacionais. Formado pela Universidade de São Paulo (USP), foi professor catedrático de ciência política e hoje é professor emérito da USP. Ensinou também nas universidades de Santiago, da Califórnia em Stanford e em Berkeley, de Cambridge, de Paris-Nanterre e no Collège de France. Também foi Senador pelo Estado de São Paulo e, entre 1992 e 1994, Ministro das Relações Exteriores e da Fazenda.

Ex-Presidente da Associação Internacional de Sociologia, Fernando Henrique Cardoso é autor ou coautor de 23 livros e de mais de cem artigos acadêmicos. O livro Dependência e Desenvolvimento, publicado originalmente em espanhol, em 1969, em coautoria com Enzo Falletto, é um marco nos estudos sobre a teoria do desenvolvimento, com dezenas de edições em 16 idiomas. Seu último livro, Pensadores que inventaram o Brasil, foi lançado este ano, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Participante ativo dos movimentos pelo restabelecimento do Estado de Direito no Brasil, envolveu-se com a política no final dos anos 70. Foi Senador pelo estado de São Paulo, Ministro das Relações Exteriores e Ministro da Fazenda, elegendo-se Presidente no primeiro turno da eleição de 1994.

A trajetória de Fernando Henrique Cardoso como político foi consistente com sua vocação de intelectual comprometido com a defesa da liberdade, promoção da democracia e construção de uma ordem internacional mais justa. Ao término do mandato presidencial, Cardoso vem-se dedicando, até hoje, à promoção da paz, da democracia e da justiça em escala global. É membro do The Elders, grupo de dez líderes globais criado por Nelson Mandela para defender a paz e os direitos humanos.

 

Veja matéria completa em: Academia Brasileira de Letras.

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